lunes, febrero 25, 2008

Las mies purmeiras palabras an mirandês

Al traviés del Foru de Furmientu, finu de recibire la sigiente nueva de la Tierra de Miranda, anque ta escrita en pertués, creigu que to@s podedes pescancialu.

Ye mui importante l'aniciativa del Centru d'Estudios Mirandeses (CEM) y la Xana tá gayoleira pulos xermanos llïoneses de Pertual que, dende agora tien un llibru p'ayudales nel ensiñu la llingua. ¡Ñorabona mirandeses!

Miranda do Douro, Bragança, 20 Fev (Lusa) - O mirandês vai ter o primeiro manual de apoio pedagógico vinte anos depois de começar a ser ensinado nas escolas e quase uma década após ter sido reconhecido como a segunda língua oficial de Portugal.

Os cerca de 400 alunos que aprendem mirandês nas escolas de Miranda do Douro, no Nordeste Transmontano, vão receber quinta-feira, gratuitamente, o livro "Las mies purmeiras palabras an mirandês" (As minhas primeiras palavras em mirandês).

A iniciativa é do Centros de Estudos Mirandeses (CEM) que pretende desta forma preencher uma lacuna do Ministério da Educação, segundo disse hoje á Lusa o director do CEM.
António Bárbolo é, juntamente com um dos três professores que ensinam mirandês, Duarte Martins, o autor deste manual, que vai ser apresentado, quinta-feira, no "Dia Internacional da Língua Materna".

Os promotores da iniciativa já receberam uma felicitação da UNESCO, o organismo internacional responsável pela data, pela iniciativa.

De acordo com António Bárbolo, desde 1987 que o mirandês é ensinado nas escolas da região, mas "de uma forma had-hoc, sem programas homogéneos".

"Os professores não têm material de apoio, não há manuais", disse.

O propósito é, acrescentou, preencher esta lacuna com o vocabulário essencial reunido num livro destinado sobretudo aos mais novos.

"Las mies purmeiras palabras an mirandês" terá uma tiragem inicial de dois mil exemplares, parte dos quais serão distribuídos pelos cerca de 400 alunos gratuitamente e os restantes postos à venda nas livrarias da região.

António Bárbolo revelou que escreveu à ministra da Educação a dar conta da iniciativa e que "o ministério têm-se limitado a pagar aos três professores de mirandês, que dão aulas em todas as escolas do concelho de Miranda do Douro".

"O Ministério da Educação fez o despacho que autoriza o ensino, mas esqueceu-se do resto", afirmou Bárbolo, referindo-se ao material de apoio, formação de professores e programas.

O mirandês é uma língua de tradição oral falada por alguns milhares de pessoas num pequeno território do Nordeste Transmontano, junto à fronteira com Espanha.

Foi reconhecido como segunda língua oficial de Portugal em 1998 e o seu ensino tem sido feito à custa da iniciativa de professores e estudiosos locais.

Entre os nomes que se destacam na preservação da cultura e da língua mirandesas está o falecido padre António Maria Mourinho, que dá também nome ao centro de estudos.

O "Dia Internacional da língua Materna" será também assinalado em Miranda do Douro com música pelas ruas e nas escolas do concelho ecoará também "La boç de la lhéngua" (a voz da língua).

Durante o dia, personalidades locais como o presidente da Câmara e professores vão ler "cuntas i outros testos" (contas e outros textos) aos alunos.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-02-20 12:45:01
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